quarta-feira, 30 de junho de 2010

No meu coração você sempre vai estar.


Não tenha medo
pare de chorar,
me dê a mão,
venha cá
Vou proteger-te de todo mal, não há razão pra chorar
No seu olhar,
eu posso ver,
a força pra lutar
e pra vencer
O amor nos une, para sempre,

não há razão pra chorar

Pois no meu coração,
você vai sempre estar
O meu amor, contigo vai seguir
No meu coração, aonde quer que eu vá
Você vai sempre estar, aqui

Por que não podem ver o nosso amor?
Por que o medo por que a dor?
Se as diferenças não nos separam
Ninguém vai nos separar.

E no meu coração, você vai sempre estar
O meu amor, contigo

vai seguir

Não deixe ninguém,
tentar lhe mostrar
Que o nosso amor não vai durar
Eles vão ver, eu sei...
Pois quando o destino,
vem nos chamar
(vem nos chamar)
Até separados é preciso lutar
Eles vão ver, eu sei...
Nós vamos provar que...

No meu coração,
eu sei você vai
sempre estar
Eu juro que o meu amor, contigo vai seguir
No meu coração
(dentro do meu coração),
aonde quer que eu vá
Você vai sempre estar, aqui... Aqui... Para sempre...
Meu amor, vai contigo, sempre contigo...

Basta fechar os olhos
É só fechar os olhos
Quando fechar olhos
Vou estar... Aqui...!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dejavú.


A bailarina dança como se fosse despencar
Levanta-se sobre pontas nômades entre sorrisos pláticos e orgânicos...
São tantos corpos que estão no palco, e são platéia...


Dançam por quê?

Se acompanhar a música, é questão de querer?


Quando plástico vira pano de fundo, pilar de apoio, des-bo-ta-men-to

Quando orgânico, almático, espiritual, cutuca a platéia à distância...


Que coragem a da bailarina!

De se jogar sem cascas à frente de olhos famintos... olhos humanos... imperdoáveis.
Sorrisos irônicos... sádicos... sorrisos humanos.

E quando a bailarina tropeça, a orquestra continua
Deve erguer-se novamente, rápida...
Sapateando num sorriso machucado, o espetáculo continua, a-tro-pe-la-do

Bailarinas também falham
E o instrumento mais antigo e perfeito
tem de se reafinar na alma.

Que trabalheira, amada bailarina!
Tranformar-se na música de outro
Tranformar a música de outro em si

Que audácia bailarina!
De poder colher aplausos ou vaias...
dançando o corpo, que para tantos é vergonha...


E não desistir... até outras temporadas....

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Encantamento.


O mundo girava em torno das velas. E as sombras, não eram escuridão, eram frutos da luz que brincava de alma. Almas que se projetavam e se encontravam além de um corpo dentro de mim. E então minha alma se sentiu completa, à noite, eu fui sua primeira vez. Beijaram-se na sede de um amor que vai além. O amor exigiu passagem na história, e tantas vezes teve de rasgar estreitamentos. Cansado, contudo com uma força inquestionável, achou descanço na paciência abrigada pela tua pequenez. Aqueles olhos brilhavam alaranjados, iluminados, pela paz que inundou o mundo em torno de Amélie naquela noite. E a contradição veio apresentar a paz que vem do fogo, escondendo-se atrás de uma dança colada entre dois corações quentes e fortes sobre saltos. E então a mágica não teve de ser inventada. Amélie, que fazia discos em panquecas, foi presenteada pela surpresa de um disco negro raro. Descalça, viu que não era a plataforma das sandálias que a levavam ao céu, era na verdade a magia que aconteceu sem pedir licença. Simplesmente aconteceu, com sua liberdade de ser. Foi beleza. E o que era brotinho, virou incondicional.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O equilíbrio de Buda.

... observo o preceito de abster-me de destruir os seres vivos.



... observo o preceito de abster-me de tomar o que não me for dado.


... observo o preceito de abster-me da palavra falsa.



... observo o preceito de abster-me dos vícios que perturbam a mente.





Paz e flores.

sábado, 5 de junho de 2010

La pasta, que plasta, não passa.


Ontem à noite no jantar travei uma briga com o namorado da minha mãe - mesmo que essa guerra aconteça dentro de mim. Eu estava embriagada de vinho, e parece que algumas pessoas têm o dom de nos atacar quando estamos mais vulneráveis. E de repente ele me pergunta:
- Não existe nenhuma religião em especial que você segue?
- Não.
- Por que não?
- Tive muita decepção quando fazia parte, e assim seguiu-se com as que eu conheci depois.
- Mas isso tem em todo lugar. Você tem é que fazer sua parte e pronto.

... eu explodindo, e com tpm.
- Não, comigo não é assim. Fazer minha parte nesse caso é o mesmo que fazer-se de cego diante de tanta hipocrisia que eu vi diante dos meus olhos. É não lutar pelo que eu acredito ser justiça e verdade. É ser mais um acomodado, que só sabe olhar para o próprio umbigo. Eu não concordo. Eu não vou fazer parte. Eu tenho que ser responsável pelo que eu vivo. Deus vai comigo por toda parte. Ele não é um lugar. falo com ele mais de três vezes por dia.

- Também não precisa tanto. Podem ser só duas vezes.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Primeiro quero dizer que das decepções que eu passei só eu sei, só eu sei do que me fez sair da convivência de um lugar que eu tanto amava. Segundo: entendo que alguém tão ligado a coisas materiais só consiga encontrar Deus num templo ou numa religião cheia de regras, afinal, está tudo no mesmo campo mesmo de ver e ter parar crer. Terceiro, não concordo com esse tipo de comportamento e não espero nenhum tipo de compaixão de alguém com essa índole. E por último, eu falo com Deus quantas vezes eu quiser, porque não o faço por obrigação.
Decepção? Não. Já é sabido. Conclusão? Talvez viver junto a uma oposição possa causar uma onda destrutiva. E daí? O não.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Minhas mulheres (eu também).




Sou da tribo dos pés descalços e sujos, que encardem as sandálias claras no formato exato dos dedinhos quase iguais, mas que são únicos e mesmo assim se completam como peças perfeitas. Sou da tribo do sal de frutas que cura a barriga grande depois de uma noitada de massas embriagada de vinho docinho, amor dançante e músicas que cantadas em coro dão a certeza de que nos pertencemos. Sou da tribo do sol nos seios de fora e das tpms estrondosas que dividem a casa em três partes, e depois de quatro dias reafirma seu chão como se fosse o primeiro dia de amor de nossas vidas.