
quarta-feira, 24 de junho de 2009
À Cosme e Damião.

quinta-feira, 18 de junho de 2009
Sobre meus ovários.

quinta-feira, 28 de maio de 2009
Sobre as mãos.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Desconexões II.

domingo, 10 de maio de 2009
De ressaca.

segunda-feira, 13 de abril de 2009
Desconexões.
E a vida, bisa ... é bonita e breve como as borboletas cantadas pelo meu Cazuza. e a borboleta está pousada em nossos dedos. Vida longa à longa vida que eu ainda tenho para viver sem ti. Bem-vinda tristeza, que tragas sempre nos dias 14 de Abril a gargalhada da melhor pessoa que eu conheci e as sementes que ela plantou para que fossem cultivadas.
Ela conseguiu. Ela viveu mais de 80 anos apaixonada por todas as formas de amar que a vida lhe trouxe e lhe arrancou. Eu não tenho medo.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Marcha do sal.

domingo, 5 de abril de 2009
A irritante.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Sobre os olhos.

segunda-feira, 2 de março de 2009
O dia verde.

No dia verde tem-se vontade de sair por aí comendo algodão doce e soltando pipas de cores lumimosas. Hoje a vida faz sentido e o ar tem cheiro de infância. Aquele dia que de tão bom por não ser nada ou tudo, camufla-se atrás de um medo inocente e perturbador de ter o dia e o tempo na mão chocando-se com a possibilidade de não fazer as escolhas certas para colher essa oportunidade de simplesmente estar vivo e deixar escorrer pelos dedos o rio de amor que te inunda, frustando o presente que se tem: o dia de hoje.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
"Perdendo os dentes."

Você vai à grife para comprar roupa, vai ao restaurante para comprar comida, vai ao bar para comprar bebida ... vai ao Orkut para comprar expiação da vida alheia e fofoca e tudo é movido pelo comércio afinal somos capitalistas. Compre, compre, compre, até se sentir completo. Completo de quê? E essa insatisfação incoerente de não se sabe o que te move para frente com a propaganda e a promessa de que “quando comprar o carro do não será feliz e satisfeito”, mas daí nasce outro ano e outro carro do ano e você se move para comprar infinitos carros do ano e percebe que está vazio e que a felicidade prometida é uma farsa. Brindamos então a indústria inesgotável do materialismo! O que me entristece é ter consciência dessa merda toda e mesmo assim estar impregnada desse ar repugnante. O grande escândalo em questão não é a ditadura do compre produtos mais e mais, afinal os produtos existem justamente para serem comprados mais e mais, é relação de causa e conseqüência, justíssima aliás. O escândalo é em que coisa fútil e material o consumismo transformou nossas emoções. Sendo emoção indiscutivelmente subjetiva, não deveria haver comércio objetivo sobre essa coisa conotativa das emoções. Emoção é feita para ser sentida, expressada, demonstrada. Contudo, no mundo capitalista ganha mais quem produz mais numa maior efemeridade de tempo, sentir exige tempo, não dá lucro e é sinônimo de fracasso. Mas o que vejo e faço é ir a todos os lugares não mais para dançar ou pelos produtos. Vamos para comprar beijo na boa, e o preço pode ser destruir a você mesmo e acabar punindo-se eternamente por sua própria consciência ou dos outros, ou ficar vazio simplesmente por fazer a outra parte envolvida sofrer, e se apaixonar e pagar na mesma moeda. Atrás da capa bonita e perfumada que passeia por aí existem olhos tentando simplesmente fugir de ser eles mesmos, fugir do sentir, e ser aceito pela sociedade, seguir o ritmo desenfreado do consumismo das emoções. O beijo tornou-se o alimento da vaidade , do ego. Quem mais é desejado mais é vangloriado, por si só e pelos outros. Auto-estima e status são diretamente proporcionais à quantidade de beijos sem sentido e sentimento que se ganha. Nunca fomos vítimas do materialismo pois optamos por ele, afundamos nele com nossas próprias mãos . Beijo era pra ser demonstração de afeto ou consumação dele, e não consumo. O beijo na testa seria respeito; na bochecha, cumplicidade; nos olhos, confiança; na ponta do nariz ... inocência; no queixo, intimidade; nas mãos, servidão e lealdade; nos pés, humildade e na boca, paixão. Ao dizer que beijos não são contratos Shakespeare não disse “beijo não significa nada” ... ele disse apensa que o amor, o sentimento por trás de um beijo não precisaria ser rotulado, nem cobrado, para ter significado, para existir e se consumar. Tudo isso foi substituído pelas mil bocas das noites de micareta ou pela barraquinha do beijo das festas juninas. Sei bem o que é um beijo. O beijo é um laço de sentimentos, desejos, e conhecimento em relação ao outro. Mas mesmo assim ajo em total desacordo com o que penso, sinto e sei. Essa é a lei do século: que reine a hipocrisia! Não conheço simplesmente por ter lido em livros ou assistido em filmes, sei do significado de um beijo porque já amei, e de fato não soube amar, não soube conciliar o meu saber com a pregação do mundo. Sou completamente apaixonada por beijo na boa, mas de um tempo para cá tenho buscado ou vivido beijos apenas pelo roçar na boca, por uma noite, só pelo físico, puramente por vaidade e falsa concepção de liberdade. Percebo que todos os beijos, no final da noite, foram só bocas que me aproximaram da solidão, que não me deram um mínimo de prazer, que eu nem estava lá de fato. É disso que eu tenho vergonha e nojo de mim mesma e de meus companheiros. O beijo bom que eu tanto buscava eu não encontraria na técnica dos beijoqueiros de plantão por aí, ele estava o tempo todo na boca do meu amor. Não adiantaria criar mil possibilidades de romances sendo que eu não estaria sentindo aquilo de fato, nem dormindo e nem acordada, em coma. É preciso ás vezes notar o valor das coisas pela sua ausência. Não suporto mais minha face canalha. Eu que tanto busquei ser diferente acabei caindo no lugar comum. Que eu sinta falta do beijo, do amor por trás do beijo, do seu beijo, e sinta na sua ausência seu verdadeiro valor. Mando meu vício para quarentena, em busca da cura, pelo menos de mim mesma.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
A última vez

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Oi, meu nome é Talita ... sou alcóolatra.

O bêbado andava trocando os passos
Em trapos que não eram de respeito
Pelas árvores distribuía seus abraços
Dançando no meio do tempo
Como quem conheceu o país das maravilhas
No seu passo de tropeço de ALice
Embriagado de sonhos
Gostava mesmo de andar tropeçando
Mas para ele trpeçava quem andava reto
O bêbado sabia da vida incerta
e sabia que, de andar trocando os passos
Chegaria a um ponto que não seria compreendido
Pelos que não corriam atrás de borboletas falantes
E sabia que seu destino torto
Teria por fim não a morte
Mas a solidão .
(de Amélie pra Alice)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
No colo das lágrimas....

sábado, 7 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Dei com a cara no espelho e pá-pum!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Toda pintada de piadas ...

Tempo, tempo, tempo, mano velho ...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Ashes (Cinzas) - Munch

sábado, 24 de janeiro de 2009
... a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes ...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
If the flyer was blind...

Um ano se passou e eu que sempre odiei essa idéia de vestibular passei a não suportá-la mais, é a forma de hipocresia mais nojenta que vence até a hipocresia de ser humano. É estúpido medr conhecimento por notas, excludência e uma carga de conteúdo inútel e escravizante. Meus amigos vomitavam horas com a bunda pregada na carteira, detalhes de cada página, e eu? matei aulas e fui ler nas entrelinhas dos olhos das pessoas e subestimei o universo em que eu era obrigada a faezr parte. Não me arrependo nenhum pouco desse meu ódio vital, nem de minhas prioridades, que isso fique claro. Mas dei com a cara na porta, porque infelizmente o sucesso do meu maior sonho dependia dessa indústria vetibulosa... e agora me vem uma memória de uma fala da Marina, que me faz rir... por ser tão certa. :" Para você mudar o que está errado você vai ter que participar desse meio sujo, pular fora não vai mudar nada." Infelizmente ela está certa e eu odeio que ela esteja certa, porque conviver num mundo que me dá náuseas para simplesmente mudá-lo é muito pouco intenso e sincero para mim... então gostaria de ignorar isso, mas não posso mais.
Andava meio morna e mesmo assim coloquei o restinho de coisa boa que restava em mim e que o mundo não conseguiu assustar na universidade. Por sinal, não fui aprovada, não ingressei. e agora? Vejo um vazio escuro cheio de mil possibilidades, mas estou patinando sem mover-me. Estou com medo, confesso... medo de que minha fraqueza seja maior que meu fracasso, de que eu me esforce e gaste quanto tempo for preciso me preparando para chegar ao meu sonho e quando alcançá-lo ver que aquilo não era nada que eu queria... tenho medo de que meu maior prazer se torne rotina depois que se transformar em obrigação...que minha criatividade me abandone de vez, que ser escritora me faça perder completamente o fio que me separa da insanidade. Depois de tantas lágrimas, pensamentos pessimistas e noites insones, a única certeza que tenho é que não quero estar aonde estou, que quero um mundo que não é goiás e nem esses rostos clichés que vejo em cada esquina. Continuo não sabendo o que esperar, crer ou fazer com meu pouco tempo restante de vida... mas quero estar escrevendo sobre outros medos, evoluídos e vencidos. A vida me encanta e me assusta. talvez quando minhas crases, travessões e tils pararem de vagar por aí e se aconchegarem em outras linhas, de um outro texto, de um outro lugar eu possa odiar menos meu amanhã incerto e o fato de eu estar crescendo desesperadamente rápido demais para o meu desejo. E cá pra nós, VIDA! Se a corda estiver muito bamba, ou o cenário escuro demais e apesar do meu pesar de saber que por vezes estarei para ti como palhaça ou estrela, me agarrarei nas mãos que dividem o picadeiro comigo ou mudarei de magia quantas vezes for preciso para um dia, no dia mais importante, poder olhar para você, VIDA-MORTA, e dizer que te declaro derrotada por minhas próprias mãos, que escrevem, que comem, que amam... que, mais uma vez, levantam.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Sobre tornados...

