segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Texto sobre a paz.



Capelania Institucional da Associação Educativa Evangélica – Novembro/2014 – no 044
Relacionamentos Saudáveis X – Cuidando dos sentimentos nos relacionamentos
Poucas coisas nesta vida são mais desejadas do que a paz. “A paz é a única forma de sentirmos realmente humanos”, já dizia o ganhador do prêmio Nobel de Física (1921), o físico teórico alemão Albert Einstein (1879-1955). “Uma vez que a guerra nasce no espírito dos homens, é no espírito dos homens que se devem erguer as defesas da paz” - Archibald McLeish (1892-1982), poeta e escritor norte americano.
Vimos na reflexão anterior as recomendações para nos alegrarmos, sermos amáveis com todos, não andarmos ansiosos e mais, para colocarmos nossas crises e alegrias diante de Deus. Tudo isso, mesmo em meio a dificuldades relacionais. Agora o texto nos apresenta a dica final e maravilhosa, especialmente no quesito de saber se estamos no caminho certo ao tomar decisões sábias frente às múltiplas opções apresentadas nos caminhos da existência.
Paz. Poucas coisas são tão ardentemente desejadas pelo coração humano quanto a paz. A paz é o anseio da alma, por isso mesmo ela é eminentemente interior. Ainda que tenha seu reflexo no exterior é no interior do ser humano que a mesma acha guarida e se desenvolve. Qual é o trabalho da paz? Ou, que trabalho se processa em nosso interior que resulta em paz? Antes de falar da paz, pensemos no seu oposto. De acordo com nosso assunto, o oposto da paz não é a guerra, mas a dúvida. O que é a dúvida? De forma simples, principalmente em se tratando de decisões, a dúvida é o descompasso entre a mente e o coração. Por mente entenda-se a razão, análise, pensamentos e consciência; por coração, queremos dizer emoções, sentimentos e desejos. A dúvida acontece quanto o coração deseja algo e a mente revela que tal desejo não é bom ou no mínimo é incoerente. Por outro lado, por vezes a mente aprova algo, mas o coração não anda no mesmo compasso. Cria-se uma oposição e mesmo uma guerra entre mente e coração. A verdadeira paz implica na harmonia entre mente e coração. Ela acontece quando os dois andam na mesma direção.
A sabedoria bíblica milenar é fantástica ao afirmar: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fl 4.7). Não é interessante? A paz é fruto de um coração e mente guardados e andando no mesmo compasso e direção. Esse é o fruto da paz. Paulo credita tal ação à pessoa de Cristo Jesus. Outro aprendizado interessante. A paz excede todo o entendimento. Por vezes se pensa que a fé e os frutos da mesma - como a paz e amor - são elementos que não dependem da razão, ou seja, são irracionais. Contudo o texto é claro ao afirmar que a fé não é irracional, mas suprarracional: “a paz de Deus, que excede todo o entendimento”. A paz vai além dos raciocínios, é maior que a capacidade de análise, é mais ampla que as conexões dos neurônios.
Como precisamos da paz! Paz nos relacionamentos; paz para a tomada de decisões; paz que atrai o sono; paz, bendita paz. O poeta hebreu escrevera há milênios: “procura a paz e empenha-te por alcança-la”. Uma das formas de procurar e empenhar por achá-la é “fugir do mal e praticar o que é bom” (Salmo 34.14). Mais intrigante ainda é perceber Jesus sendo declarado como o Príncipe da Paz (Is 9.6). O Deus Pai de Jesus como o Deus da paz (Fl 4.6). O Espírito Santo como aquele que concede vida e paz (Rm 8.6). E todas as cartas enviadas, por aqueles que conviveram com Jesus, as comunidades da época tinham em sua introdução a saudação desejando paz aos destinatários.
Quando nosso coração e mente são unidos sob a bandeira da paz, temos um bom indício que estamos tomando as decisões acertas. Se isso não acontece é melhor esperar. É melhor pedir a direção de Deus. Buscar conselhos com amigos sábios e continuar procurando-a. A paz tão almejada, seja para nossas decisões e ou relacionamentos, advém do relacionamento correto com o Príncipe da Paz, com o Deus da paz. Por isso, desejo a você e aos seus PAZ. 
Que o Eterno nos ajude. Rev. Heliel G. Carvalho – heliel.carvalho@unievangelica.edu.br

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

"...o oposto da paz não é a guerra, mas a dúvida."

Quando eu olho no espelho, eu enxergo o nada. Olho para frente e está tudo muito escuro. Percebo que me desconstruí. Tijolinho por tijolinho. Às vezes acho que foi fácil de mais, como num sopro e minha morada já era. Mas aí eu olho mais de perto. Fico triste quando entendo que quem doa demais acaba ficando sem nada. Será que é assim? A maioria das coisas, a gente vai passar sem entender. Por quê ali? Por quê naquele momento? Por quê daquele jeito? Os dias se alternam em gosto de fel, corpo pesado, vontade de dormir e o oposto. De repente me sinto com 15 anos de idade e todas as necessidades biológicas ficam secundárias. É paradoxal desejar a morte e não conseguir abandonar a si mesmo: insone. Não há porquê dormir, nem comer, nem descansar. Nesses dias que não se sabe quem é quem e quem é você mesmo, a vida dá impressão de ser eterna e isso é desesperador. Não se pode piscar, porque não se pode perder nada. De um momento para outro você não tem nada e então não tem nada a perder. A vida se abre numa imensa janela de possibilidades assustadoras e angustiantes. Você se vê obrigado a encaixar-se em lugares que não te cabiam mais. Você se espreme, o coração aperta e lá vem o tique-taque de novo. É tudo uma grande mistura que enjoa o estômago. Você não sabe onde pisar, como se comportar e nem o motivo de sua existência. A paz passa ser o objetivo distante, mas principal. De repente acorda-se num novo dia e pergunta-se: como será hoje? Passou? Já está tudo no lugar? Isso dura por cinco segundos antes de abrir os olhos e ver que respirar ainda dói. Vivo uma mistura do que eu quero, do que eu não quero e daquilo que posso mudar. Viver diariamente na confusão é desesperador. Tenho tentado criar novos preceitos, mas tudo que eu vejo ainda é uma grande interrogação. Quando o cerco se fecha e não se tem para onde fugir, sou obrigada a me encarar de frente. É muito complicado porque tudo é extremo e transborda. É necessário aprender a esperar, a sorrir e ter auto-controle. Acho que não deixar que as emoções tomem conta de você pode ser o primeiro passo. Mas talvez pode não ser. Talvez o melhor seja me entregar a todo esse coquetel de emoções surtadas. Fico esperando o momento de cair, mas esse nó na garganta não deixa meu corpo ruir. E aí vem a vontade de gritar... Mas a pior coisa é não estar no controle da situação, não compreender e nem poder mudar toda essa devastação que me devorou por dentro em alguns segundos de bobeira, me apagou e me jogou no anel do furacão. Será que amanhã vai ser melhor?

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A loucura, tomando conta de mim.

Música do dia: Quase nada

Abre a palma da sua mão, põe o mindinho na ponta do seu ombro e o polegar até onde ele alcançar nas suas costas. Repita o processo do lado esquerdo e do lado direito. Abaixo de onde o dedão encostar é onde fica a grande dor que sinto. Tudo queima. Afundei o peito no colchão, na esperança que a pressão fizesse aquilo parar. Mas não para. 
Hoje acordei na impressão danada de ter passado o domingo inteiro com você. Só depois de pensar muito bem, notei que fiz todos os meus itinerários de forma que eu de alguma maneira circulasse pelo seu mundo. Te li. Me assustei. Li o livro. Me assustei. Almocei. Ouvi a música. Vi aquele céu. Vi uma série. Me lembrei. Corri, como se estivesse livre como realmente já fui.
Eu me divido em duas. É como se eu corresse atrás de alguma coisa. Sempre um passo atrás, eu te observo de costas.
Não sei sumiços doem menos se comunicados ou não.
Também não consigo entender como é possível ter o coração partido várias vezes pelo mesmo motivo. Mas também não consigo entender como é possível não chorar. As lágrimas estão brincando de me apertar.
Já imaginou se a nossa canção fosse o som da chuva? Que ironia ela não estar tocando, hein? Nem gosto de pensar nisso, porque se juntarmos as datas e os pontos teremos seca. Rezo para chover logo.
Numa mistura de querer e não querer me odeio por não conseguir parar. As vezes te odeio também, pela saudade gigante que fica no seu silêncio. 
Quando você se despede, não dói só porque não ouço mais sua voz. Mas é porque parece que as almas realmente se desencostam. Sei que você odeia essa coisa de um completar o outro, mas realmente me falta um pedaço que me faz faltar o ar. Falta a coragem, a fome, a paciência também.
As vezes acho que vivemos em dois planos. Um de corpo e o outro dessas duas almas que nos controlam, não se explicam e me deixam assim...
No momento não sei se sou eu o ponto de interrogação, ou se existem milhares deles na sua história. Te confesso que tem dias que falta fé, e que penso em quebra de reflexos e espelhos.
Mas eu te entendo. Eu tento. Você só não pode esquecer. 

...setudopassacomoseexplicaoamorqueficanessaparadaamorquechegasemdaravisonãoéprecisosabermaisnada...



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

"Grande Pátria Desimportante."


Era uma vez um país chamado Brasil. No dia 23 de Setembro houve em Nova York, mais uma tentativa de acordo mundial em prol da proteção daquela que não pode falar por si: a natureza.

"O Brasil, por sua vez, não aderiu à Declaração de Nova York sobre Florestas por discordar do desmatamento zero e pela ausência de distinção no texto entre o que é legal ou não. De acordo com a lei brasileira, é permitido o manejo sustentável de florestas e derrubada de áreas para a agricultura, fatores que restringem a adesão." (http://amazonia.org.br/2014/09/brasil-n%C3%A3o-adere-a-acordo-mundial-que-prev%C3%AA-redu%C3%A7%C3%A3o-do-desmatamento/)

Eu detesto a forma como é feita a política no Brasil. É tudo um jogo de mentiras e uma grande rede de publicidade, tentando vender o produto mais lucrativo da nação: o governo. Quando passo nos sinais e vejo pessoas pulando com bandeiras, vejo meu estômago revirar. Qual é a diferença entre a torcida fanática do Mengão no Maracanã, com suas flâmulas, gritos e agressividade à torcida adversária... e a época de eleições no Brasil?

Em Roma, os gladiadores eram atirados na arena para serem devorados. No Brasil, candidatos estão se devorando na arena, atacando um ao outro em um grande jogo de ofensas, para no final entendermos que de qualquer forma "são todos quadrados".

Ir para fora do Brasil e ter de retornar é um grande choque. O Brasil está anos atrás à organização social dos países desenvolvidos. E ainda se fala que o país está crescendo. Apesar da recessão atual na economia, foi só ela mesma que cresceu. A sociedade anda para trás.

Se você perguntar para um gringo hoje, qual a imagem dele do Brasil, além dos tradicionais bunda e samba, ele irá acrescentar que é uma mina de ouro para as economias estrangeiras. Enquanto isso, a população, a natureza, a saúde e a educação vão muito mal.

Há muito tempo, ganhei uma árvore de presente. E pensando no simbolismo daquilo, ela representava a vontade de crescer saudável, a possibilidade de alcançar os céus, fornecer sombra e favorecer o solo e as águas para que estes perpetuassem pela gerações futuras.

Aqui em Goiás, estamos fritando de calor. A seca abre crateras no solo, nos lábios e nos pulmões. Em São Paulo, a falta de água faz caber um braço nas valas ressecadas da terra. E ainda há aqueles que não acreditam em aquecimento global, mudança climática e defendem que é preciso continuar desmatando para que os bancos e os ricos engordem seus bolsos. A economia cresce.

Uma das melhores definições que já ouvi de meu país foi a de que ele é "um anão diplomático". Uma nação feita de gente que assiste a tudo em cima do muro e não quer sair da zona de conforto para não criar "divergências", só pode ser definida dessa forma. 

Agora, querida presidenta, alegar que o Brasil não aderiu ao acordo porque não participou da elaboração dele e não pôde fazer alterações? Francamente, um anão diplomático que nunca reivindicou nada não teria voz alguma para interferir coisa alguma. A Amazônia, o Cerrado, a nascente do São Francisco, o meu Araguaia, seguem desprotegidos enquanto desaparecem da história.

Até os EUA aderiram ao acordo. Fato surpreendente, tratando-se do país mais capitalista do mundo.Enquanto isso, o Brasil caminha para trás, em desrespeito escancarado ao seu povo, ao sofrimento dele e à generosa mãe natureza.

Neste país de falsa democracia e liberdade de expressão, impera a submissão dos alienados ao governo. Será que há perspectiva de melhora para este doente terminal? Sempre defendi Gandhi, mas algumas revoluções só conseguem acordar depois que o chão for manchado de vermelho. Vermelho sangue.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

"Só se pode encher um vaso até a borda. Nem uma gota a mais" - Tao Te-King: Lao-Tse.


Salvo as falhas de memória, acho que de longe este é o surto mais grave que já me ocorreu. Dependendo do ângulo de visão, a gente perde a cabeça por uma coisinha mínima. Mas não é. A coisinha mínima é na verdade a última gota que faz o vaso que carregamos sobre os ombros, transbordar. "O corpo que entorta, para a lata ficar reta." Entortar o corpo para manter o equilíbrio a qualquer custo, dói. E é por isso que um dos assuntos que mais me intrigaram sempre é: o que divide a sanidade da loucura? O que segura a gente?
Hoje veio a chuva. Tive que caminhar sob a água. Por fora, uma moça que caminha para abrir o carro. Por dentro, uma menina que não pode se aguentar de vontade de tomar chuva, tirar a roupa e correr o mais rápido que puder, ali mesmo naquele campo.
Também gostaria de vender o carro agora e voltar a andar de bicicleta. O que será que segura a mão para que ela não aperte o FODA-SE? E quando é que vou saber se a corda arrebentar?
Por um bom tempo, esqueci dos "insetos interiores". Ignoramos que o homem é um complexo de impossibilidades, morte e merda. Tudo em nome de um voto de confiança na ... humanidade? Bondade? E quando se cai: não acredito que caí nessa de novo!
É tudo tão previsível que assusta. E mesmo assim, depois de tanta experiência, o que faz tentar repetidamente?
Ingratidão. Falta de reconhecimento. Doar o máximo e o sono. Pular as refeições. Corpo que padece em múltiplas visões de uma mesma história. Visitas inesperadas. Gritos de dor. Dúvidas da cor do céu. O bem e o mal. Cegueira em período integral. No auge do cansaço moral e generalizado, a visão panorâmica das verdades é jocosa. No que crer? A questão é: para quê fazer isso tudo?
Não há dança, programa ou sexo capaz de colorir o dessabor que o desmoronamento do meu mundo provocou.
De alguma forma, sempre acreditei na abstinência. Para remissão dos pecados. Ou para saciar essa sede maluca de buscar e ir de encontro a si mesmo. Em um mundo isolado, acaba-se por encontrar a si mesmo, nu e cheio de arranhões e amarguras. Tem que ser assim. E o que sobrar será classificado como fé.
Acho que na realidade a culpa não seja de ninguém, além de nós mesmos. Vendemos nossas vidas diariamente. Nos prendemos voluntariamente  grades convidativas, promissoras, traiçoeiras e fantasmagóricas.
E a alma exausta e castrada implora pela rendição da covardia em nome de um pedido de liberdade que pulsa a cada segundo.

sábado, 13 de setembro de 2014

Sem chaveco.

Se eu soubesse o quanto o ensino médio seria importante na minha vida, juro que teria prestado muito mais atenção. Em mais uma daquelas histórias de anjos de carne e osso, forma-se a imagem que tenho hoje de maus professores da época. Um deles, um dia, estava citando algum autor e de repente, me vi congelada em uma frase: Case-se com alguém que você goste de conversar.
Ironicamente, nós não acreditamos em casamento. E dentre tantas incógnitas, estou certa de que foi você quem a vida escolheu para a minha eternidade. "Calma! Não estou te pedindo em casamento." É que, dando nome às pessoas, te chamaria de sombra de uma interrogação.
Existe uma história de uma menina que tenta fugir da própria sombra. Ela se mexe, ergue os pés, vira pirueta, mas nada faz com que a sombra pare de acompanhar a menina para onde quer que ela vá. Fiz oração, promessa, renúncia; mudei os passos, os continentes e até as pessoas. A sombra atravessa oceanos, sonhos e acasos para me achar. E nos sinais mais singelos, eu sei, como num sussurro: você está ali. E sempre vai estar.
Eu gosto de ser parte desta incógnita. Porque eu te juro que os anos estão passando, a gente se transformando e tudo continua ali, me lembrando de nunca esquecer da magia que pode ser os mistérios da vida.
Há gente que crê em outras vidas. Outras não. Outras acreditam em anjos. Outras em carma. E não importa para onde olhar, tentando compreender esse sentimento. Ele pode ser tudo. Ou pode ser nada. Talvez sejamos almas gêmeas de vidas passadas que são anjos eternos de carne e osso nessa única vida, vivda e aproveitada por nós. À nossa maneira. Confuso, como eu. E de repente, nada disso faz sentido. Somos nada. Recalque mal resolvido. Atração evolutiva. Cama mal acabada. Refúgio ou projeção. Nada ou tudo. Não há quem explique a inseparação.
Há um grande fascínio por trás das coisas que não conseguimos controlar. Se você some na realidade, é visitante assíduo dos meus sonhos. Sabe... quando estamos à beira da piscina gelada nos preparando para pular? É você quem grita: Pule!
Gosto de ser quem eu posso mostrar a você. Você é realmente a única pessoa no mundo que já me viu verdadeiramente. De porre. De drama. De alma. E até triste.Adoro não precisar de escrúpulos, de ter anulado a palavra 'desculpa' do nosso vocabulário e da juventude que a sua voz me traz. É você quem tem nas mãos meu coração totalmente aberto. Gosto também quando você me assombra pelas ruas, pelas músicas e pelas pessoas. 
Amo você saber que é preciso ser bom com os outros, afinal este pode ser o único sentido real da vida. Sei que às vezes é muito difícil. Mas se me pedirem uma fotografia sua, entregarei a de alguém que salvou minha vida várias vezes.
O cheiro da chuva. Os melhores planos. Que eu tenho a certeza íntima que um dia se realizarão. E seremos avisados quando esse dia chegar (AMEM!). Você me ensinou a esperar, sem ficar irritada. Simplesmente, porque a vida é assim. Será que somos feitos de arrepio ou de temperatura? De sexo ou de amor? De superfície ou de alma? O meu "não sei". Voltando agora ao começo do texto.
Fico feliz porque a vida escolheu para a minha eternidade aquele que eu mais gostei de conversar. Há assuntos que nunca se findam.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Querida irmã.


Você sabe o quanto o silêncio faz parte de mim. É exageradamente difícil conseguir falar quando tudo que o seu coração quer é permanecer calado. Tenho a impressão de que o mundo está em silêncio, parado. A casa vazia parece muito fria sem você e minha mãe por perto. Todos os dias, quando acordo , tenho 5 segundos de impressão que tudo não passa de um grande pesadelo e que nesse novo dia, acabou. Tenho torcido pra que o tempo passe de pressa e que você volte logo pra casa.
Eu não sei se você se lembra, mas quando éramos pequenas, viajávamos nós duas no banco de trás, em meio a edredons e travesseiros. Nossos pais iam à frente. Nós gostávamos de dormir no caminho e um dia tivemos uma de nossas grandes ideias. E se a gente se encostasse, de forma que você deitasse no meu colo e ao mesmo tempo eu deitasse nas suas costas? Neste dia encontramos a posição mais confortável do mundo para seguir qualquer viagem.
Muito tempo depois, na última conferência que participei, a moça abriu a palestra com uma fotografia idêntica àquele jeito nosso de descansar. Ela definiu a imagem como reciprocidade. Simplificando, isso quer dizer cumplicidade. E eu não sei se falo primeiro do nome, do jeito ou da tatuagem.
Confesso que tenho um velho costume de colocar nome nas pessoas de acordo com o que elas significam pra mim. O seu sempre foi cúmplice. Segundo o dicionário, quer dizer  “Alguém que participa de algo”.
Quando a imagem apareceu na tela da convenção, não pensei em alguém que participa de algo. Pensei que estamos juntas, aconteça o que acontecer. Pensei na sorte que eu tenho de te ter como irmã. Estradas podem nos levar a cair, ou bater a cabeça, ou passar em um buraco. Assim como a vida.
Lembra-se da nossa música? Em Contatos, dizemos que não devemos nos desencostar, vá que por acaso falte o equilíbrio? E nessa jornada toda, quando eu olhava pra você eu via o equilíbrio que me sustentava. Não importava o caos que a vida se encontrava ou a loucura que meus sonhos alcançavam. Você sempre estava ali para me apoiar, contra tudo e contra todos.
Eu não me esqueço de tudo que já tivemos que passar. Eu não me esqueço das dores e nem das confidências. E não me esqueço da África.  Você foi e sempre será minha primeira concepção de confiança no mundo. Sei que posso contar com você e que posso contar para você. Mas acima de tudo, eu lembro que passamos por toda essa jornada de mãos dadas.
Seu nome e o meu tem a mesma origem. Assim como nossas vidas. Tamires quer dizer “alta”. E você cresceu muito. Assisti sua alma se tornar gigante e dar orgulho a todos que a cercam. Ficar sem o seu sorriso e suas risadas sem nexo é insuportável.
Se pararmos para pensar, são os irmãos que vão nos acompanhar pelo resto da vida. São eles nossos únicos vínculos com o passado. E tenho certeza que estamos escrevendo uma linda história. Te espero para conhecer a Disney, para ir ao seu casamento e pra que você seja madrinha dos meus filhos.

Me lembro das vezes que você teve que me carregar nos braços. Mesmo com sua pequenez, a irmã caçula, você não me deixou cair quando a minha vida esteve mais escura. Neste momento eu te carrego em meus braços e meu coração bate junto ao seu. Te peço que não tenha medo. Se eu puder pegar seu medo e sua dor e colocar dentro de mim, eu vou buscar. Na verdade tatuamos a alma. Infinito. Incondicional. Indefinível. Incomparável. Amor. Amizade, Esperança. Te peço um grande favor: que você continue a ser meu milagre. Te amo além da eternidade.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Santo Agostinho




 “Ama e faça o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos”.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Novelo.






A primeira reação é espontânea, de um ciumento. Tudo tende à quebra, o real pende para a mentira. Tudo que se quer é bater. O engano foi seu, de seus olhos e de sua fé. O senso de ser uso, não útil, mas descartável, te joga no lixo. Nada era especial. Eram só estrelas e existem milhares delas. Você foi mais uma ou acreditou em estrela cadente? Depois, a segunda reação. A amiga ferida é um soco no coração da menina. Revolta. inacreditável. Pasmem! Como isso é possível. Acho que isso não cabe dentro da minha cabeça. Será que a destruição é requisito do fim? O feio é exigência do belo? Será que todo fim tem um recomeço? Ou existem fins definitivos, coisas e corações que não se colam nunca mais. Tudo que você toca certamente morre. A vontade aqui também é de bater. Em todas as faces. Fases. Tudo passa. Não há consideração. Toda forma de amor, justifica qualquer desvalor? Não há homem. Não há mulher. Não há humanidade. Não há a mínima lógica. E agora a face natural da razão. E se por fim, só se encontraram, o cuidado e aquele que sempre careceu. E se fosse para ser? E se o Russo estava certo, 'quem um dirá irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração'? E se fosse só um grande amor? Que sejam felizes. Que deixem a paz em paz. E se nada for? Sábio aquele filósofo. Só sei que nada sei. Acho que se a gente soubesse, nada seríamos. Cabeças explodiriam. Mas quê sou eu? Só sei que sinto. Imensa dor.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

'É triste a saudade longe de você...'

Perder faz parte da vida. Temos que perder a proteção do seio materno e o medo de dar o primeiro passo. Depois, temos de perder os dentes para outros nascerem. Perdemos amigos porque mudamos de escola. Perdemos coisas o tempo todo: o lápis, o óculos, as chaves. A maioria das perdas servem para melhorias, aquele caminho era necessário por causa disso. O outono é necessário por causa da primavera. Mas eu fui a primeira das bisnetas. E perdi muita coisa. É curioso como perdemos muita coisa também por deixarmos de ver. Nos decepcionamos e deixamos aos poucos de acreditar no outro. Vemos um show de horrores, e paramos de acreditar nas belezas do mundo. Mas parece que só damos conta do ciclo da vida e da nossa impotência, quando aqueles que nos deram início, as raízes começam a partir. Partir para uma dimensão que eu não posso frequentar. Ainda. Demorei a começar a ir em velórios, parece que minha mãe sabia que quando um começasse, sequenciaria uma reação em cadeia. O primeiro a partir foi o vô Geraldo. Dele eu não pude me despedir, porque era pequena demais para estar em hospital. Com ele, tive de dizer adeus às brincadeiras de lego e à coragem que ele demonstrou enfrentando todos quando minha mãe solteira ficou grávida de mim. Ele e a dona Norma foram os únicos. Foi dele também que meu avô herdou o me chamar de "fia". Quando a bisa Maria se foi, eu tinha pouco contato com ela, mas mesmo assim, com ela morreram ave-marias de seis da tarde, o barracão grande da fazenda, os deliciosos cachorros-quentes. Depois, foi a bisa Norma. Ela foi de fato meu grande choque, minha saudade cicatriz. Tive de dar tchau à minha parte Italiana, a uma das melhores pessoas que já existiram na Terra, da paixão por futebol e comida, dos Natais-matinês. Com ela, pilar central, caiu toda a minha família, que está espalhada por aí, em algum lugar. Há dois anos, meu segundo grande choque: um biso saudável que partiu do nada. Padeceram a alegria nata, o dom de contar piadas, o fanatismo pelo São Paulo e pela Rubra e as balinhas sortidas que fizeram meus dias. Sobrou a dona Morena. Personalidade forte, a última das minhas bisavós. Sem seu bem, perdeu o gosto pela vida. E eu a entendo. Em mortes de repente sempre me lembro do texto que o Pedro Bial publicou no dia da morte do Bussunda: morrer é ridículo. Acordar com a morte gritando é silencioso. Dona América foi-se. Ela avisou que estava indo. Sentada do lado de seu túmulo custei a acreditar. Ontem tive de me despedir da última parte antepassada. Adeus fogueiras de São João, batismos e pés de figos, melhor pão de queijo do mundo, mãos que me davam banho, teimosia natural. Engraçado que durante muito tempo vários pensadores questionaram de que eram feitos os homens. Pobre homem, preso à matéria, quis definir-se por água, fogo, terra e água, depois, por sistemas, órgãos, células e átomos. Eu não. Eu sou feita de lego, barracão de fazenda, ave-maria, chá que cura, cachorro-quente, Itália, Natal, futebol, piada, balinha, fanatismo, banho, pé de figo, fogueira e pão de queijo. Com eles morreram grandes pedaços de mim. É difícil viver quando se sabe que a morte realmente existe e pode te surpreender a qualquer hora. O padre disse que a morte não é o fim. Espero em Deus que não. Caso contrário, morrer seria mais ridículo do que viver. Me sinto caindo de costas. Primeira bisneta sem todos os seus 'bisos'. Canceriana sem raiz. Como herança, espero que tudo que me compõe fique e que a bondade, a graça, a teimosia, a bravura, a simplicidade, a coragem e o amor incondicional se encravem em meu DNA para que eu posso passar aos meus filhos aquilo que grandes pessoas me ensinaram e eles não tiveram a chance de conhecer. Espero um dia ser bisa de alguém.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Incompleto.

Uma das coisas que mais me encantam e me assustam é a dualidade da vida. Se um dia é verde, o outro é creme ou sangue. É a imprevisibilidade da vida que me faz perder o sono. Quando o telefone da sua casa toca às 5 da manhã de uma segunda-feira, você reage: põe o coração pela boca. Coisas boas quase nunca acontecem na segunda-feira. Hoje não poderia ter sido diferente. A semana inicia-se com sabor de medo, medo de perder, perder uma pessoa que brilha. Perder alguém de vista é um até logo, dói, mas ainda há o acaso. Mas perder alguém para outra vida, só Deus sabe quando acontecerá o encontro novamente. Nesse dia, vagamos em alerta. À espera do próximo desastre, do resultado do exame. Nesse dia somos colocados frente à frente com nossos fracassos e a impotência nos diminui. O que será que o grande Maestro está fazendo agora? Não é dia de desacreditar, ainda mais em pessoas. Mas é complicado, quando a pessoa a perder a credibilidade é você mesmo e para você mesmo. Dá vontade de ficar quieta, mas não dá. Por causa disso e aquilo, do calor e do céu amarelo. E quando as perdas dependem de nós, ou quando nós poderíamos evitar a perda, um frio retrospecto toma as pernas que bambeiam. Será que poderíamos ter feito mais? O quanto poderíamos ter evitado esta situação? Quem seria capaz de perder tanta gente em uma noite só. Tempo lento, lábio caído, coração angustiado. O fracasso deixa e gente atônito. Com o quê encheremos a alma? A alma que é tanto vazia e que não sabe parar. Como iremos contar o tempo que não pára? A assombrosa estupidez humana! Inesperada. Dia estranho.

sábado, 31 de agosto de 2013


Minha vó acredita na cura pelo amor. É curioso como tal método antiquado contraria as expectativas. Se a cura dependesse de mim, eu optaria pelo caminho mais racional, palpável. O choque da força dura sempre foi a escolha da maioria das partes. Mas ela permaneceu firme, forte, em sua baixa estatura que guarda um coração gigante. E nesses cinco dias ela triunfou. Foi maravilhoso assistir seus olhos brilhantes e suas palavras doces avaliarem o resultado. Minha avó me faz lembrar aquele líder que um dia eu quis tanto tomar como exemplo, o Gandhi. Apesar de todo sofrimento e sacrifício, que se faz necessário, e ela sabe, jamais abandonou suas crenças. E enquanto o mundo todo grita violência, pessoas de paz silenciam. Ao espiar-se talvez cheguemos à conclusão falsa de que nada fazem, quando na verdade é o amor o grande condutor à liberdade. Pode ser que a cura não seja eterna, mas porque você se tornaria humano, senão pela paz de alguns segundos de ternura plena? A violência de uma dor duradoura talvez seja nada comparada à breve paz dos momentos em que o amor toma a direção da nossa cura. No meio de tanto barulho, eu fecho meus olhos e tento escutar quais são os corações que batem junto ao meu. Esse silêncio cala meu medo. Eu ainda não sei o que farei com aquela parte que tiraram uma das coisas que eu mais gostava de fazer na vida. Não posso correr, mas posso nadar. Infelizmente ainda é cedo. E ainda precisarei e muito desses corações - confesso que alguns me surpreenderam- e de seus ombros para que me façam enxergar melhor.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eu mereço mais que um beliscão na verdade! Eu não fui, eu não vou, e eu não fiquei. Esta tem sido quase que a totalidade da minha rotina. Eu não sei explicar o porquê o tempo me escapa. Não é o tempo e nem a vida que me controla. Logo eu que era tão romântica, que me deixava agir pelo impulso de qualquer paixão. Logo eu que compunha canções à liberdade, estou aqui, marionete do capitalismo. E isso não me agrada nada. Porque o tempo que me tem faltado me impede de estar com meus amigos ou de amar. Me impede de correr, de dormir cedo e na maioria das vezes, não sou eu mesma. Engraçado que semana passada falávamos sobre abraçar o mundo com as pernas. E é exatamente isso que eu faço com cada dia da minha vida, mas além de abraçar o mundo com as pernas, eu meto os pés pelas mãos. Assumi responsabilidades demais, e quase sempre me vejo apenas como a mesma menina. O mundo vai acontecendo, e eu vou me assustando porque em apenas um momento eu faço parte desse mundo, da grande massa. Minha grande frustração é ter que admitir que eu não sou mais senhora do meu destino. Tem tanta coisa fora do lugar, eu estou tão perdida! Queria deitar no colo de Deus e descansar. Eu nunca fui de cumprir muitas promessas, mas agora eu não consigo cumprir uma sequer. E me vejo ficando sozinha, numa bolha gélida, automática e desumana. Qual será minha missão? Acontece que eu não estou dando conta. Hoje meu corpo todo dói como flores, pulsos, tudo cortado. E eu continuo viva. Não entendo porquê. Por que isso tudo se justifica? Hoje mesmo não me aguentei e chorei. Chorei pelo cansaço físico, pela morte diária, pela ingratidão terrestre. Choro pelas ironias que o destino nos prega. Por ter de viver 'da caridade de que me detesta'. Ou de depender do que eu detesto para ficar um pouco menos sozinha. Hoje são projeções de vozes e imagens que me seguram pelo triz de não enlouquecer. Agora me explica. Me explica tudo que eu não entendo. E mata a minha curiosidade de saber porquê um dia frio com cheiro de café e perfume, pode acabar assim, cheio de sangue? Vem falar que isso tudo é normal. Essa estranheza dá vontade de gritar, mas não sei se minha impotência, miudeza ou alma fantasma me permitiria tal alívio.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

terça-feira, 25 de junho de 2013

Target 2



Essa é a primeira vez que vou escrever sobra a viagem da África aqui. Sabe, antes de ir, eu esperava uma reação de comoção gerada pela pobreza do lugar. Acho que na verdade todos tem essa ideia. Acho que todos esperam que a pobreza te comova de alguma forma, te torne uma pessoa melhor de alguma forma, que você aprenda a valorizar o que faz parte da sua vida cotidiana. Falo de bem material. E assim eu fui. Ou melhor e assim eu sonhei que seria minha viagem. Só que até eu chegar lá o caminho foi tão doloroso que quando de fato cheguei, não senti o impacto. Tudo que poderia ser impactante, no final das contas tornou-se curiosidades que se toma conhecimento em uma viagem. Para partir foi necessário romper amarras que nem eu sabia ter. Para partir foi necessário que minha face fosse estapeada, milhões de vezes, para finalmente enxergar que não só o mundo era ingrato, mas também aqueles que estavam muito perto de mim. Tive de ser machucada e decepcionada. Tive que perder noites sem dormir. Tive que sobreviver à mortes diárias. Nos olhos dos meus eu via uma tristeza que parecia que eles estavam me vendo pela última vez. Tive de partir sem a benção. Eu achava que meu escudo era todo amor que havia à minha volta. E eu tive de ir sem escudo. Eu não sabia, mas Deus iria usar muitos anjos desconhecidos para me ajudar e em várias situações ele me carregaria pessoalmente em seu colo. Por isso, enquanto eu estava sozinha no avião em meio a uma tempestade ou a uma turbulência horrorosa, na verdade estava eu e Ele. Quando meus pés congelaram em Paris e eu achava que não podia mais andar, era eu e Ele. Ou até mesmo quando eu tinha de engolir algo que meu estômago se recusava a engolir, éramos Ele e eu. E principalmente quando eu tive sede, saudade ou insônia, ele me colocava de frente para mim mesma. O mais desafiador foi ter de deixar de lado minha dores para servir aos outros. Os outros também tinham dores profundas. Aprendi também que energia negativa pode ser poderosa, eu só não entendo porque tinha de vir de onde eu considerava minha segunda casa. E quando meu corpo ameaçava desabar... Eu cumpri a missão. Sobrevivi ao tempo. Deus não permitiu que eu ficasse doente. Voltei para casa e muitas pessoas me perguntam porque eu não falo sobre a África. Daí eu comento o básico, porque é isso o que eles querem: um guia turístico. Essa foi na verdade uma experiência infernal entre eu, minhas mais contraditórias emoções e Deus. E é nesses dias que percebo o quanto me modifiquei. Eles estavam festejando e eu não estava lá. Eu aprendi a amar não só o amor, mas também o ódio. A África me mudou profundamente. É impossível passar imune por um continente desta proporção. Meus olhos encontram-se bem abertos. E o que me mantém viva é saber que quando existe eu e um sorriso sincero, é na verdade eu e Deus.



terça-feira, 21 de maio de 2013

Sinais de fogo queimam os dedos.


Quando eu ficava assim tão acordada era mais jovem e tinha aula para matar. Hoje tudo que tenho são minhas olheiras. Quantas almas a gente tem para perder? Quantas vidas a gente tem para perder se esse tempo cruel não volta e esgota-se a cada dia? Eu conheço essa sensação de mistério. Sensação amarga. De que me adianta todos esses segredos, saber de tudo se eles são apenas segredos que se acumulam e fazem que tudo se cresça e transborde? Eu não sei o que fazer com os detalhes que essa minha memória inoportuna me traz vez e sempre. De que me adianta tanto segredo se a barreira é intransponível. Agora vejo seu lado, entendo que a muralha para você já foi grande, hoje para mim ela é gigantescamente intransponível. Sei como é difícil não entender as coisas e perder o sono tentando atingir o impossível. Tudo que eu queria era que Ele arrancasse meu coração. Vai entender porque paralelas jamais se cruzarão! Fui mais feliz quando parei de investigar e senti. Só que tem dia que não dá, eu sei. Os mistérios podem te surpreender ou te sufocar. Se tudo passa, quando isso vai passar? A tortura tem sido duríssima. De que me adiantam fotocópias? Quando esses lutos e despedidas irão de vez para que finalmente descanse em paz? Fantasmas de mim mesmo vem me assombrar porque acho que afinal o desejo da vida é rir de tudo isso. Por que tantas mudanças? Por que esquecer é tão complicado? o dia de hoje lateja e rompe-se em saudade! tenho a impressão que todo tempo é tempo perdido e escorre entre os dedos cada segundo mais. Vivendo um museu de grandes novidades. A saudade nos coloca em outra dimensão. Será que você cabe aqui? Hoje não. essa dimensão não se sabe onde, mas é impossível manter os pés no chão. Não há mais chão, todas suas crenças se foram. Nem teto, você quebrou seu teto de vidro. E não há abraços fortes. Há distâncias de tudo. Qual é nosso próprio tempo? Inexistência me dá esse medo do escuro. Riremos em cima, embaixo, ao centro, para dentro. Corta, costura, sutura. O que Você quer de mim?

domingo, 21 de abril de 2013

À espera de um milagre.



Enquanto embarco no ônibus para a minha cidade favorita, penso: onde se escondem essas pessoas interessantes na minha cidade? Porque elas se escondem se deveriam estar nas ruas que é para tornar minha cidade um pouco melhor? Mas não, elas fogem como eu. Fogem de uma cidade que não faz questão de que você se sinta em casa e nem de acolher os filhos teus. Temo que minha cidade favorita esteja infestando-se de feiura também e isso seria uma dor gigante. Onde está o refúgio? Para onde os passarinhos voltam? Onde foi parar minha fé? Nesse escuro gelado sussurrado pelo vento sobre rodas, minha cabeça gira de felicidade por partir. No ônibus assisti a um rapaz que muito me lembrava o que eu era algum tempo atrás ou o que eu acreditava ser o exemplo de ser humano. Ele carregou a mala pesada da senhora pequena e cedeu lugar para uma outra velhinha. Ele vestia roupas de hippie. Olhei pra ele e fiquei triste pois só consegui pensar em ilusão e me perguntei o que ainda mantinha a fé daquele garoto tão viva. Fico me perguntando como me tornei isso e se algum dia essa caminhada para o me tornar mais um irá cessar-se.

Quase que eu eu.



As pessoas falam, falam e falam demais. O mais difícil é perceber quando falam com o coração. Tem chovido muito e assim como as águas, eu caio. Sei que chover é necessário e sempre amei tomar banho de chuva. Assim como as águas, caem perigosamente minhas verdades e minha fé. Sei que 'Deus está na chuva' e por isso ela traz vida. Mas enquanto cai, a chuva destrói, para depois restaurar com esperança. Apesar de amar os banhos de chuva, ainda não é hora, pois por enquanto... Caio.

Minha fé deu um nó (cego?)


É triste como tenho presenciado cenas de ódio e fúria tão frequentemente. Se você me pedir exemplos de cenas deploráveis, posso citar infinitas. O que é mais triste é que eu não assisto jornais. Não é a TV que vem me enviando tais energias. As más vibrações estão ao meu redor, me tocando, e ainda posso limpar a saliva gélida no meu rosto. Com tantas cenas de horror, quase não me lembro aonde o amor foi parar e nem posso citar exemplos. E isso me assusta e me impede de sair de casa. E é por isso que é tão difícil ficar de pé.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Hoje me senti vomitada pelo mundo. Tudo aconteceu de repente.De repente não porque foi do nada, visto que teve uma causa muito em definida e delineada. Foi de repente porque no meio do corredor eu pensei que hoje eu até que estava indo bem, já que eu estava até sorrindo mais e já tinha ganhado quatro abraços seguidos. A vida trágica e cômica me faz rir de tanta dor.E daí vem o de repente, quando você acha que está conseguindo respirar no meio da areia movediça e te estapeia diretamente na cara. Dias assim me dão vergonha de pertencer à raça humana. Na série que eu assisto o personagem principal adora falar que uma mudança de caminho mudou a vida dele toda. E é verdade.  Às vezes o destino faz coisas que só vou entender mais tarde, e essa é uma delas. Hoje quero gritar porque a vida da gente se transforma em um furacão da noite pro dia. Nesses dias a culpa é toda minha e eu me envergonho de ser eu. Não bastasse isso, sempre tem um idiota que vem de algum lugar para esbarrar em você e fazer um grande estrago quando você está no máximo da sua fragilidade. E o que acontece? D-E-S-A-B-A. E hoje não tem quem segure porque as somas dos pesares pesam muito mais que eu nos meus próprios ombros. A crueldade humana me faz querer pertencer à outra raça. Lamento muito. Acho que talvez Deus queira me mostrar que a melhor forma de me relacionar com as pessoas seja essa forma breve, que dura 21 dias, inocentes o bastante para impedir que haja qualquer risco de um envolvimento maior o que, sem importar o tipo de relação estabelecida, encerra-se em flagelação, machucado, perca da fé. Seja por culpa minha e do meu poder auto-destrutivo, ou por outros, na uma gélida incapacidade de lidar com um outro ser humano utilizando-se pelo menos da educação. Lembro também da Espera de um Milagre, e a dor de John Coffee quando finalmente falou sobre o que acontecia na verdade todos os dias no mundo, as pessoas se matam com o próprio amor. Hoje eu consigo entender o cansaço que aquele personagem se referia, mal posso aguentar meu corpo. Alma? Está de brincadeira. Não consigo entender a lógica do que as pessoas fazem com esse mundo e uns com os outros. Se eu não viajar para algum lugar mental longe daqui não sei se poderei ficar em pé amanhã. Outro dia, eu e minha mãe falávamos de Coríntios 13, minha passagem da Bíblia preferida. passeando por essa cidade e sentindo nas veias tudo que as lembranças podem me contar através dos lugares que andei queria voltar num tempo em que eu acreditava e tinha uma fé gigante na certeza de um amor inabalável. Amor pelas pessoas. Achei que tinha me recuperado em orlando, mas a minha fé era trilhões de vezes menor que um grão de mostarda. A dor dilacera meu coração neste quarto escuro, que gira e me leva a cair. No lugar do coração, trago um buraco, cultivado a cada dia por milhares de insetos interiores. Hoje eu me pergunto, que amor é esse? Pertence a raça humana ou somente um Deus poderia senti-lo e praticá-lo? As pessoas me dão uma grande cansaço e o ideal seria dormir por dias e dias. Mas já que eu não posso e tenho que continuar não sei porque, vou girar neste quarto vazio, com meu coração vazio, apertando meus machucados, vomitando tudo aquilo que me mata e abraçando tudo que eu não entendo.

domingo, 7 de abril de 2013

Declaração de Independência.

- Esse é para te ajudar.

De hoje em diante, declaro que você nunca mais terá que tomar coca-cola zero. Faz mal para os rins. Nem comer no McDonald's quando já não aguentar mais. Ou sujar seu jeans na terra molhada do morro da Capuava, porque lá me dava paz. Você não terá que acordar domingo as dez da manhã pra preparar o café para alguém que está morrendo de fome, ou dormir de janela fechada, quando na verdade o que você gosta é de olhar o céu. Menos chocolate, e mais sorvete. Menos séries de humor e mais criminalísticas. Menos desconfianças e promessas e mais realizações. 

Amém.

sábado, 6 de abril de 2013

Não tinha medo o tal João de Santo Cristo era o que todos diziam quando ele se perdeu.

Sabe andar de avião encoberto em neblina? Não dá pra ver nada, cara. Não enxergo um palmo á minha frente. Como eu previa o final de semana chegou, rasgando tudo o que há por dentro, fora e ao redor. Em uma cidade que eu não gosto não há mais nada que me prenda e por isso essas lágrimas e os socos no volante. o pé vai bem, roxo. Mas dor física nem se compara à dilaceração que está tudo por dentro. Nesse muito tempo que tenho tido para pensar me lembro sempre de uma amiga. Primeiro olho para o meu quarto que está um regaço. Penso, vou te arrumar logo. E o ânimo? Não vem mesmo. Daí eu me lembro dessa amiga. um dia ela me disse que o quarto da gente é o retrato da nossa alma. Putz! Acho que estou perdida. Lamento pela minha mãe, sabe. Mãe sempre preocupa com essas coisas. calma, ainda tenho 21 anos. essa amiga dizia também que a gente só dá conta de arrumar quarto e o armário depois de organizar as coisas por dentro. O problema é que eu não sei por onde começar e não estou querendo. esse cansaço casado com a falta de sono deixa um lilás escuro nos nossos olhos, que não conseguem sorrir, apenas úmidos. Eu estou nesse avião, porque é péssimo a sensação de estar em um, eu espalho a fumaça, mergulho na neblina, é fumaça para lá e para cá e nada. Fico me perguntando se Deus ainda tem planos para minha vida. tento ver alguma coisa de um futuro, mas que futuro? E se Ele não tiver? Eu rezo para que tudo cicatrize da melhor forma possível, mas por enquanto tudo o que vejo é nada. 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Por que Talita Confusão? II


Estou diante de um abismo. Na África era diferente porque por mais que estivéssemos a oceanos de distância, você estava ali comigo o tempo todo, dentro do meu coração. Agora tenho que te mandar embora de dentro e fora de mim. E não é nada fácil porque enquanto as coisas ainda fazem barulho a gente consegue fingir um pouco e ignorar a dor. Mas na madrugada tudo fica em silêncio, e daí o barulho da geladeira soa como um grito que chama essa dor dilacerante de te ter em tudo, em cada pedacinho. Eu sempre soube que depois de anos de uma vida vivida e sonhada juntos, me esqueceria de como é viver por mim mesma. Agora tenho que aprender a viver sozinha. Não posso mais te trazer em meu coração porque você não quer estar mais lá, e eu compreendo. Nesse abismo, eu olho pra baixo e vejo infinitos recortes de uma vida de 21 anos. E um deles especificamente me chama a atenção. Volto agora aos meus 16 anos e vejo que o ciclo se repete, como em várias coisas da vida. Sempre tive essa capacidade gigante de estragar as coisas, causar certa dor ou carregar tamanha dor em mim. Me lembro que aos 16 anos eu era conhecida como Talita Confusão! e isto não me incomodava, porque adolescente é um bicho que ninguém entende. Estava satisfeita de ter uma marca minha. Mas hoje me pergunto em que parte da minha vida isso tudo começou e porque? Será que existem culpados? Tenho essa capacidade de espalhar confusão na vida das pessoas. E não é que esteja ou seja confusa com os meus sentimentos. É que sou dona de uma personalidade ambígua nessa sociedade que já não é nada fácil. Espalho caos em tudo que toco e já não sei mais se tenho tanta certeza que carrego certa luz. Por enquanto meu mundo anda amarelo polaroid e estranhíssimo. Por um abismo, passamos sozinhos. E eu te desejo sorte e torço para não recordar coisas boas ou ruins. Na verdade a memória é um veneno. Gostaria que não houvesse recordações. Talita Confusão!, voltou. Ou melhor, já que essências nunca se esvaem, assim essa menina nunca se foi. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Let's go to a place where we can be alone and get some rest. ( Mark 6:31)

Se Paris fosse de algodão doce, ele seria... experimente tentar fazer marrom claro usando tinta guache. Pegue cinza, depois vermelho e mergulhe o pincel em um copo cheio de água. É a cor de Paris. Como é bom sentir frio! Paris é uma geladeira que te contamina com vida! Absurdamente, a cidade da luz é gigantescamente monumental. Quase tive de me beliscar para sentir na realidade onde eu poderia estar. E ainda tem as gostosuras. Por entre prédios gigantes, barraquinhas fofíssimas e confeitarias de boneca, escondem-se maravilhas doces. Chocolate. Morangos suculentos. Tudo isto é regado a  quentíssimas e aconchegantes confeitarias de cappuccinos e cafés, porque são nos contrastes mais gritantes que as melhores coisas da vida se revelam. Ao pisar em terra firma, meus pulmões inflaram-se, inundando-se de seus perfumes. As belezas de seus rostos encantaram meus olhos. Não importa o tamanho do sonho, o sonho, ou o tempo. Sonho que se realiza sempre tem o sabor único de um waffle de nutela, o toque da brisa e o desejo desfilar. Na terra da liberdade, na época dos miseráveis, Amélie desfilei em uma pintura surrealista.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013




Seja Feliz

Marisa Monte

Seja feliz
Com seu país
Seja feliz
Sem raiz
Seja feliz
Com seu irmão
Seja feliz
Sem razão
Tão longa a estrada
Tão longa a sina
Tão curta a vida
Tão largo o céu
Tão largo o mar
Tão curta a vida
Curta a vida
Seja legal
Com seu amor
Seja legal
Sem pudor
Seja gentil
Com sua figura
Seja gentil
Sem frescura
Tão longa a estrada
Tão longa a sina
Tão curta a vida
Tão largo o céu
Tão largo o mar
Tão curta a vida
Curta a vida

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012



Tem gente que tem tanta facilidade em deletar. Mesmo sabendo que literalmente não deve ser fácil (não pode ser), admiro quem tem a coragem de apertar a tecla e apagar tudo. Embora tudo o que vem depois deva ser uma tarefa árdua, apertar a tecla é um salto enorme. Não consigo. Sempre tive certa facilidade em apagar as coisas ruins. Às vezes ainda deleto pequenos detalhes que para outra pessoa poderia ser importante. Mas as coisas boas, sinto falta de todas. Não consigo nem com reza brava. E olha que fervor! O inconsciente empurra tudo aquilo que queremos esquecer. É um vômito pela contramão. Só que pelos olhos. (Bem nojento mesmo!) A teimosia da alma humana me irrita escancarando que nem tudo que queremos podemos, é a graça da vida, que morre de rir da gente afinal. Pense que agora você é a tecla delete, e alguém te toca e todos seus poros vão se derretendo em pequenas partículas. Quem te apagou foi alguém que você muito quis bem. Dói tanto, demais. Agora pense que a vida empurrou seu dedinho na tecla delete. De repente as coisas e as pessoas que você tanto quer bem vão desaparecendo. É uma surra e tanto. Começar a dizer adeus a quem você ama é uma dor assustadoramente imensa e inexplicável. É estranho que ,de repente, seus queridos não estejam mais na mesma Terra que você. E falo de morte e vida. Me gela os ossos ver meus avós ficarem velhinhos e caminharem de alguma forma para uma direção oposta à minha que na verdade também será o meu fim. Mas eu não posso parar. Eu não posso pará-los. Não consigo entender que meus amigos tenham se espalhado, sumido por aí ou que eu tenha sumido de todos eles, afinal deletar está presente em todas as histórias. A vida se encarrega, mas acho que a culpa no final é mesmo nossa. Que envelhecemos e passamos a parar de lutar pelas coisas em cima de um muro mofado. E é tão difícil encontrar pessoas boas. Quer dizer, e é tão difícil deixar que alguém novo penetre sua alma. Não fazer novos amigos, não se permitir. Para mim é dificílimo. Não sei pra você. Qual a espessura dessa sua casa e desconfiança? A melhor possibilidade sempre foi convivermos todos em paz. Se é a melhor, não entendo porque não fazemos. Não vivemos. E de repente se está sentado no sofá, comendo doce de abóbora, vendo um jogo do Cruzeiro, e alguém conta uma piada quando começa a chover. Lá vem a dor. Cruel. A saudade insaciável enfraquece as pernas e não se esvai. Não podemos esquecer que nossa condenação por condição, ou não, é viver de saudade. Morrer cada dia. E sim, já pensei que tenho uma só vida.

domingo, 25 de novembro de 2012

Infinita.


Na boca, em vez de um beijo,
Um chiclet de menta
E a sombra do sorriso que eu deixei...


Domingo de um horizonte trêmulo.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Esses dias eu falava sobre placas. Sempre fui fã de fotografar todas. Placas são pontas de imaginação que podem me lembrar coisas, não deixar que eu me perca ou me levar para algum caminho. Também são capazes de me matar de raiva quando são escritas erradas. Nesse dia que eu falava sobre placas, a atividade impressa no livro dos meus pequeninos propunha a criação de justamente: um placa. Adorei. Meus neurônios deram cambalhotas. Placas abrem portas e a nossa destrancou tudo aquilo que não se pode falar dentro da casa de um burguês. Em meio as cores, as mão dadas, o amor estava tão presente que só vinha confirmar o que eu já sabia tinha tempo. Naquele momento não deveríamos estar em outro lugar. As mãos tão claras e tão verdadeiras só podiam ser de crianças. Decidimos saudar quem adentrasse nosso canto com toda a alegria de ser bem-vindo. A placa ficou bela.

Mas há os ossos do ofício. E hoje falei de placas novamente. Acho que o foda não é pendurar na porta do quarto : Don't disturb me! Porque quem perturba vem sem avisar e quem vem sem avisar às vezes traz belas flores e muita paz. O foda é colocar na porta do quarto: Don't disappoint me! Aí sim é ser rebelde, porque a decepção vem todos os dias bater a nossa porta. Daí nada-se contra a correnteza. Não falo de falsas expectativas ou projeções, falo de pessoas com a alma peqquena mesmo, aquelas que são capazes de decepcionar pela falta de um bom dia ou por uma cara mais amarrada do mundo. Decepção dói para caralho. E dói cada dia mais, deixando um buraco. Dizem os otimistas que junto com ela vem a coisa boa que é crescer. Sei lá, meu estômago dói muito.

Agora mesmo já me lembrei de outras placas. As da estrada. Que poderiam me levar muito bem para longe daqui. Encantando meus olhos com paz e com flores.

?

" ... Eu me sentia da mesma forma. Talvez nunca tivesse sido amor o que havia entre nós, mas o sentimento estava lá, forte, sincero e especial. Ali dissera que não ficaríamos juntos para sempre. No caso de Terese, bem, provavelmente não ficaríamos juntos todos os dias, mas havia algo que nos unia, algo difícil de definir, um sentimento que podíamos deixar na gaveta durante anos sem nunca duvidar de que ele continuaria lá. Talvez as coisas devessem ser mesmo assim. "

Harlan Coben - Quando ela se foi.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012



Houve um tempo em que tudo girava ao meu redor
Dos meus desejos e vontades
E todo mundo ria de tudo que eu dizia
E eu dizia um monte de bobagens
Eu achava que tinha de tudo para sempre
Que eu tinha amigos de verdade
Mas a verdade sempre vem bater à porta
A gente tenha ou não vontade
Já tive carro e grana
E um monte de convites pra qualquer lugar
Hoje eu só ando a pé
Mas eu continuo a andar

E aquelas pessoas que andavam ao meu redor
Hoje escolheram uma menina
Que por enquanto acredita em tudo que eles dizem
É a mesma história toda vida
O que eu sei eu sei que ela só vai descobrir
Quando ela sair de moda
Um tropeço ensina mais do o sucesso
É tudo bem mais claro agora