quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Talita confusão!


Tudo que me vem agora é um cansaço, um cansaço que dói. Tenho a sensação de ter vivido um dia extremamente ensolarado, tomando banho de piscina e o agora já é noite. O sol me queimou e me deixou quente. Minha pele agora se arrepia, não um arrepio de prazer ou de surpresa ou de expectativa, mas um arrepio febril. dái vêm os espirros decorrentes da minha alergia ao cloro, e por mais que eu queira meus olhos não se fecham em uma boa noite de sono. E se você deita na cama seu corpo se balança feito onda, sua cama se transforma em barco e como adormecer num barco? Não, você não quer se afogar... Apesar que essas ondas vêm e vão para o mesmo lugar, não trazem nada de novo, nada de surpresa, você sempre conhece o próxima curva ... e agora afogar-se se torna atraente, porque todo o mistério encantador da vida se quebrou, uma vida sem mistério, sem sonho, é uma vida morta. Não há fome. Não há sede. E muito menos a ausência de alimento e água. As letras de música já não entram mais em mim e eu não quero um abraço.Éhh! Mudei muito... mas esse cansaço não passa. Tenho tanto tempo em minhas mãos mas não sei o que fazer com ele, só conto as horas para dormir novamente. Eu! Logo eu que sempre quis ter muito tempo sobrando para amar a vida agora não encontro razão de viver. Conversava pouco, agora converso menos ainda. Cada palavra que sai é com muito sacrifício, é como se facas cegas rasgassem meu peito. Uma dor dormente, constante, indiferente, mas que suga minha energia vital. Sobrevivo sem notar a cor que passa ou a emoção que me prenda com entusiasmo à próxima hora. Já não sei nem o que eu não quero, nem o que não gosto. Imploro ao meu Deus que me dê ao menos raiva ou ódio ... qualquer sentimento humano que me dê a dignidade de ainda existir. Não sei dar amor mais e me poupe, nem quero receber. Quero o NADA. Estou presa no vazio que separa sanidade de loucura. E essa sensação de tão vazio é tão incerto. Pego-me em anestesia profunda. Se hoje houvesse um eclipse em mim não faria diferença alguma. Será que estou sonhando? Olheiras, palidez e lágrimas... não gosto do que vejo. como pode tudo de tão belo ter ido assim tão depressa que nem pude evitar? Esse texto é um milagre, há dias não consigo fazer nada. Sinto uma pontada gritando: MUDE O MUNDO! Não sei nem por onde começar... é tanta desumanidade que perco a fé. Estou começando a abortar a missão, e daí me perderei completamente. Me tornei desprezível. Alguém por quem você passa na rua, esbarra e continua a não ver. Hoje sou vento leve que bate em troncos ocos e montanhas vazias. Espero que ventos ainda possam influenciar nos climas... AH! Quer saber a verdade? Tanto faz ...

2 comentários:

aline disse...

O problema nao esta no mundo, o problema esta com vc... Cada vez q vc fica mal o mundo fica ruim, precisa ser mudado néh?! NÃÃÃOOO...
Você que é fraca, que se deixa influênciar por pessoas ruins (o pior, vc sabe que são ruins),e acaba fazendo escolhas erradas, atitudes erradas, tudo errado.E não, você não está nem ai... você não é assim!!! Mude primeiro por dentro para depois tentar mudar lá fora!
Certeza que você consegue!!

De alguém que um dia conheceu a Talita. Estou longe mas me preocupo e te gosto muito...
Pensa um pouquinho, reflita!!

Lari'Lissa Aisha disse...

Bom eu vou no mesmo barco, como essa frase fez sentido, e eu que lhe considerava cafona .. vou usar-te novamente...


EU To NO MESMO BARCO QUE VC.


mas ondas novas prometem conxinhas e cavalos ,marinhos na beira da praia...
e se a dor estranha e sem causa lhe visitar.. lhe oferexa um ch'a, seja intima dela... e deixe ela falar....
qm sabe ela naun lhe conta seu ponto fraco...


Gosto de mais de vc, e desejo que no cinza que vc se encontra, encontre e se apegue a outros mundos... pq pra mim isso foi bom..

Alice louca. A que segue o Coelho.