sábado, 23 de janeiro de 2010

Lightning bugs.




E se eu realmente me divertisse? E se eu realmente sorrisse? E se eu finalmente gostasse? E se eu me permitise errar por dois dias? Não me julgue. Não me condene. Não me destrua. Não me faça desistir. Fora do meu costume mora o erro. E se eu conseguisse me permitir?Talvez a felicidade esteja, seja no final de um erro, o final de um erro. Nessa estrada quero correr de braços bem abertos na batida dessa canção de primeira vez, acalentada pelo vento. Talvez essa seja a estrada da vida e eu uma gaivota acostumada que voa pelo céu de liberdade. Esse é o meu objetivo. Isso é o que me traz aqui. Sem culpa abro os braços e caio nos seus abraços que já foram meus, que foram levados e a vida me trouxe de volta. Você entende esse ciclo estranho? E essa sensação de bem-estar? E esse conforto de lar? Nós estamos realmente sorrindo. Isso merece um brinde de limão. Já reclamamos da chuva juntos. Mergulhamos nesse tédio em gotas. Agora molhamos nessa mesma chuva, de mãos dadas, em gotas de contentamento.Estar com você é como essa sua virada periódica de cabeça, à procura de uma supresa, de que algo aconteça na inconstãncia dos seus olhos. Veneno anti-monotonia é dádiva, como somente um amigo de infância pode ser. Será que nos conhecemos de vidas passadas?Mas nós não acreditamos em reencarnação. Essa presença de assuntos, essa tagarelice... Pode ser o jeito que a gente armou de descobrir nossas coisas em comum toda vez, como sempre. Esse silêncio não seria paz, seria uma maquiagem evitando escancarar nossas verdades internas. Sabemos nos ler, sabemos de nós. Acho que não assumir isso é manter o encanto. É como os fogos que voam no escuro que se você olhar de perto serão pequeninos vagalumes. A ilusão é mesmo fundamental. Deixando-me usar e ser usada sem escrúpulos, dessa vez pinta a novidade no ar. Aventurar-se é arriscar, estar disposto, questão de foco. Eu quis ser eu, separada. E sendo só eu rompi meu trauma, meu ego,
meu preconceito, minha dúvida. Você quis cair de braços na provocação. Estalar a línga e sentir o gosto do ciúme. Abrir um machucado em si e nela talvez na tentativa de que ela, machucada morra dentro de você. As estradas têm curvas e esquinas, têm os acasos e os sustos que deixam as pêlos arrepiados. O beijo no rosto repleto de significados veio na hora certa. O ponto final que traz de volta à realidade, para casa, para o equilíbrio entre a podridão e a santidade. Só que dessa vez estamos batizados na mesma água gelada de cachoeira. Um olhar dói. Agora estamos os três latejando. Será que a dor não é um aviso de pare? Uma súplica de prestar atenção em eu e você?
Em que você acredita? Quais são os seus valores? O que ainda vale a pena? Do que você está cansado? Nunca fiquei realmente só. É meu desejo mais secreto. É meu desejo mais temido. Será que você vai me deixar ir?

Um comentário:

Fabrício Santiago disse...

Hum que bom, que vc aceitou meu convite...agora eu tb vou ficar de olho em vc, já dei uma devorada no seu texto.
beijos
fabrício